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domingo, 11 de novembro de 2012

Seja voluntário na ABRASOFFA; 10 dicas sobre voluntariado.

Voluntariado 

Muitos jovens no Brasil, que desejam fazer um trabalho voluntário, não sabem por onde começar. Afinal, o que eu preciso fazer para ser um voluntário?


O mais importante para se fazer um trabalho voluntário é querer ajudar! O voluntário é movido pelo desejo de fazer algo bom para as outras pessoas e para a comunidade! A sua solidariedade é um ato de cidadania e comprometimento com a realidade.


É muito importante que o voluntário tenha uma visão crítica sobre a realidade da sua comunidade, cidade, país e por que não dizer, do mundo em que vive. O desejo de ajudar deve vir acompanhado de uma reflexão sobre por que e como oferecer essa ajuda!


Não é obrigado ser especializado em alguma área específica, alguns trabalhos voluntários exigem uma formação específica, outros não. Muitas organizações que estão abertas a receber voluntários têm seus próprios programas de capacitação.


Você é quem decide que trabalho você quer fazer e quanto tempo você pode dedicar a ele! É muito importante pensar sobre o que se quer fazer antes de começar a procurar!


Abaixo um artigo de Miguel Darcy Ribeiro, publicado no Guia do Voluntariado, em 2002.


Dez dicas sobre voluntariado:


1. Todos podem ser voluntários


Trabalho voluntário é uma experiência aberta a todos. Não é só quem é “especialista” em alguma coisa que pode ser voluntário. Muito pelo contrário: todos podem contribuir, a partir da idéia de que o que cada um faz bem, pode fazer bem a alguém. O que conta é a motivação solidária, o desejo de ajudar, o prazer de se sentir útil. Muitos profissionais preferem colaborar em áreas fora de sua competência específica, exatamente para se abrir a novas experiências e vivências.


2. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla: o voluntário doa e recebe


Voluntariado não tem nada a ver com obrigação, com coisa chata, triste, motivada por sentimento de culpa. Voluntariado é uma experiência espontânea, alegre, prazerosa, gratificante. O voluntário doa sua energia, tempo e talento, mas ganha muitas coisas em troca: contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de viver outras situações, aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.


3. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária


Trabalho voluntário não é uma atividade fria, racional e impessoal. É contato humano, oportunidade para se fazer novos amigos, intercâmbio e aprendizado. Este sentimento de estar sendo útil a alguém é uma motivação fortíssima para o envolvimento de pessoas como os idosos, aposentados e portadores de deficiências, que a sociedade tende a desvalorizar e considerar inúteis


4. No voluntariado, todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha e a comunidade


A ação voluntária visa a ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas sociais, melhorar a qualidade de vida da comunidade. Seu sentido é eminentemente positivo: ao mobilizar energias, recursos e competências em prol de ações de interesse coletivo, o voluntariado reforça a solidariedade social e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e humana.


5. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade


O voluntariado não compete com o trabalho remunerado nem com a ação do Estado. Sua função não é tapar buracos nem apenas compensar carências.


Uma sociedade participante e responsável, capaz de agir por si mesma, não espera tudo do Estado, mas tampouco abre mão de cobrar do governo aquilo que só ele pode fazer.


6. As formas de ação voluntária são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário


Tradicionalmente, no Brasil, o voluntariado se concentrou na área de saúde e no atendimento a pessoas carentes. O reconhecimento da urgência de ações nessas áreas não é contraditório com a valorização de novas possibilidades de voluntariado nas áreas de educação, atividades esportivas e culturais, proteção do meio ambiente, etc. Cada necessidade social é uma oportunidade de ação voluntária. Basta olhar em volta e dar o primeiro passo.


7. Voluntariado é ação


O voluntário é uma pessoa criativa, decidida, solidária. No trabalho voluntário, não há cartórios nem monopólios. Não há hierarquia de prioridades. Não é preciso pedir licença a alguém, antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.


8. Cada um é voluntário a seu modo


Alguns são capazes individualmente de identificar um problema, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo. Grupos de vizinhos, de amigos, de estudantes ou aposentados, de colegas de trabalho que se mobilizam para ajudar pessoas e comunidades. Por vezes, é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa. No voluntariado é assim: não há fórmulas nem receitas a serem seguidas.


9. Voluntariado é escolha


Cada um contribui, na medida de suas possibilidades, com aquilo que sabe e quer fazer. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente. Cada compromisso assumido, no entanto, é para ser cumprido.


10. Voluntariado é um fenômeno mundial


A escolha do ano de 2001, pelas Nações Unidas como Ano Internacional do Voluntariado, representa o reconhecimento internacional do voluntariado como fenômeno contemporâneo e global. Esta celebração é uma oportunidade a ser aproveitada para consolidar o voluntariado no Brasil como componente essencial de uma sociedade cada vez mais democrática e participativa.

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